16. (Des)Confiança
Mais uma noite em que o silêncio dominava o apartamento.
Não o silêncio confortável, aquele de quem se comunica sem palavras. Mas sim aquele tipo que pesa, que exige cuidado em cada passo, em cada respiração.
Damian chegou depois das dez. Tirou o paletó ainda no corredor, deixou-o sobre a poltrona sem o zelo habitual.
Não era cansaço físico. Era excesso de pensamentos.
Ele não precisava ter ficado até tão tarde no escritório, mas no meio da tarde, ele abriu sua agenda e a nota com o prazo do contrato entre ele e Luna parecia gritar com ele: apenas mais 16 dias.
Era esse o prazo que ele precisava manter o controle para que toda essa farsa acabe. Para que ele possa retomar as rédeas da própria vida, fechar o tão esperado contrato.
Ao mesmo tempo que ele pensava que esse era o fim dos problemas dele, também causava um aperto em seu peito, de forma que ele se negava a permitir dizer em voz alta, mas que, verdade seja dita: ele estava envolvido emocionalmente com a Luna.
Mas e aqu