~ MAREU ~
O silêncio depois do grito da Olívia foi tão pesado que eu senti vontade de pedir desculpas por ela.
Tá, mentira. Não senti não.
Antônio foi o primeiro a respirar de novo. Ele soltou uma risadinha curta, daquelas de homem que acha que consegue resolver tudo com desdém.
— Que bobagem.
Olívia girou o rosto devagar, com a calma de quem vai assinar um decreto.
— Não é bobagem. Nós temos um contrato, não é, papai?
Eu vi Marta arregalar os olhos um milímetro. Paula congelar no sorriso.
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