Ao ouvir meu nome, percebi que Logan olhou primeiro.
Não para mim. Para o local de onde a voz tinha vindo. Os olhos dele varreram a área como se tivesse sido puxado por um ímã, procurando a fonte.
A distração perfeita.
Me abaixei imediatamente, quase dobrando ao meio.
— Cãibra! — gritei, levando a mão à panturrilha. — Cãibra!
Me joguei de volta para dentro do carro, puxando a barra do vestido comigo.
Logan entrou um segundo depois, franzindo a testa, claramente sem entender nada.
— O que aconteceu?
— Cãibra — repeti, sem olhar para ele, os olhos grudados na porta do carro, observando tudo do lado de fora. — Músculo. Coisa de gente... pobre de potássio.
A pessoa que tinha chamado meu nome era minha prima Suzane.
Suzane Valença. Alta sociedade desde o berço. Esporte favorito: humilhar qualquer um que ela considerasse inferior. Se ela descobrisse que eu estava trabalhando como babá, ia ser um escândalo familiar de proporções épicas.
Aliás, nem importava o quê. Se ela descobrisse que eu e