19. Quando terei paz?
Lúcia Mendes
O som da porta se abrindo me fez erguer os olhos na expectativa.
"Nate?"
Mas assim que vi a silhueta no vão da porta, meu estômago revirou. O calor subiu pelas minhas bochechas como fogo. E não era vergonha.
Era raiva. Daquela que pulsa nas veias, trinca os dentes e estoura por dentro.
"Eduardo?" minha voz saiu seca. "O que você está fazendo aqui?"
Ele entrou como se fosse dono do lugar, ignorando totalmente a minha expressão. Os olhos percorreram a sala lentamente, analisando cada