Nathaniel Donovan
A policial se calou por um instante, notando minha presença. Ninguém mais existia no espaço além delas.
“Com licença”, murmurei, a voz rouca, quase falhando. Me ajoelhei diante do sofá.
Lúcia ajeitou Eliza e me ofereceu a filha com cuidado. Peguei-a nos braços como se fosse feita de vidro. O corpinho quente, pesado de sono, colou no meu peito, e a respiração dela se ajustou ao ritmo do meu coração.
“Minha menina…” sussurrei, beijando o alto da cabeça dela.
Quando ergui o rosto, Lúcia ainda me olhava. A testa dela estava próxima demais,