~ RENATA ~
A porta do elevador estava quase se fechando quando eu me enfiei lá dentro com Nico.
Nico aparentava como um homem que já tinha decidido tudo: mandíbula travada, olhos fixos no nada, a respiração curta de quem está tentando não explodir no lugar errado. Ele sequer me olhou.
O bilhete ainda queimava na minha mão, amassado de tanto que eu tinha apertado.
“Vou voltar pro papai.”
Aquele papel não era prova de nada, e ainda assim era o único objeto concreto naquela história que começava a