Londres havia nos recebido de volta com seu clima típico - céu cinzento, garoa fina e uma temperatura que me fez questionar por que alguém voluntariamente deixaria o calor brasileiro para voltar ao inverno inglês. Já fazia duas semanas desde nosso retorno, e a rotina havia se estabelecido novamente: trabalho na Bellucci durante o dia, noites tranquilas em casa com Ginger, e fins de semana organizando os primeiros detalhes do casamento.
O anel de noivado no meu dedo ainda parecia surreal às vezes. Eu me pegava olhando para ele durante reuniões, admirando como a luz se refletia no diamante, lembrando do momento perfeito na vinícola quando Nate havia se ajoelhado ao meu lado.
Ginger havia se adaptado perfeitamente de volta à vida londrina, embora eu suspeitasse que ela sentia falta dos vinhedos extensos e do clima mais quente do Brasil.
Naquela noite específica, estávamos deitados na cama após fazermos amor com a intensidade lenta e satisfatória que o frio inglês parecia inspirar. Meu co