Vênus
Acordei devagar, como se estivesse subindo de um poço fundo e escuro. O ombro e o braço não doíam mais. O que era estranho devido ao tamanho do estrago. Virei a cabeça com cuidado e olhei para o ferimento. A pele estava fechada, rosada, com marcas profundas e irregulares ainda vivas, mas cicatrizando em um ritmo acelerado, quase visível. Como se meu corpo tivesse decidido consertar tudo sozinho.
Comer literalmente o veneno da praga, antes de ela se espalhar por mim.
Respirei fundo e virei