“Flávio”
Meu pai pegou o aparelho e olhava as fotos das lesões da Manu com o horror estampado no rosto. Minha mãe estava ao lado dele vendo as fotos e começou a chorar, eu sabia que aquilo a havia abalado. Olhei para a Manu e ela estava de cabeça baixa, envergonhada, encolhida ao meu lado, então eu a abracei.
- Você não tem que ter vergonha, você é uma sobrevivente. – Falei em seu ouvido.
- Eu nunca imaginei isso. Eu nunca compactuaria com isso. Isso é monstruoso. – Meu pai parecia indignado. –