Assinei o último papel com as mãos ainda trêmulas. A caneta deslizou sobre o papel como se carregasse o peso de toda a minha vida até aquele momento. Heitor observava em silêncio, com os braços cruzados e o olhar atento. Quando fechei a pasta, ele se aproximou e a guardou com cuidado na gaveta da mesa.
— Pronto — disse ele — Agora você faz parte oficialmente da rotina desta casa. Se precisar de qualquer coisa, é só falar.
Sorri de forma forçada, tentando disfarçar o turbilhão que explodia dentr