Só estou pensando no quanto é difícil abandonar algumas coisas.
Isabella
Sentei-me na poltrona de veludo vermelho, o tecido macio contra a pele, mas incapaz de me oferecer o conforto emocional de que eu precisava. A poltrona, uma peça restaurada com esmero, parecia refletir a personalidade de minha tia Raquel: vibrante, marcante, uma sobrevivente do tempo. Aos sessenta e dois anos, ela exalava uma energia juvenil que era difícil de ignorar. Seu cabelo vermelho, sempre impecavelmente tingido, contrastava com as rugas suaves que apenas sugeriam sua idade. Raqu