Capítulo 102. Como fui ingênua
"Isabella"
— Mas a sua irmã vai ficar aqui até quando? — Augusto perguntou quando comentei sobre a crise de Karen e os planos para ela ficar mais um pouco, até as coisas se ajeitarem.
— Não seja tão frio. Ela está passando por um momento delicado e não é bom ficar sozinha em casa. Vou com ela na próxima consulta e vou conversar com o médico, talvez ela precise de medicação. Além do mais, não confio nessa história de que o Carlos aceitou tudo numa boa. Tem alguma coisa errada nisso.
— Quem sabe ele não percebeu que ela não está sozinha? Com você ao lado, a Karen tem chances de brigar, e ele não pode ameaçar do jeito que bem entende.
— Pode ser… mas ainda acho que ele é capaz de fazer alguma coisa.
Ele não respondeu. Continuou fazendo abdominais. Fazia tempo que eu não o acompanhava na rotina das cinco da manhã. Era impossível não olhar para ele, suado, sem camisa, cada músculo em evidência. Desde que tínhamos feito as pazes, o clima entre nós era puro fogo, fruto talvez de uma lua de m