Otávio acordou com um peso confortável no corpo.
A cabeça ainda lenta, os músculos relaxados demais para ser culpa apenas do sono. O cheiro era uma mistura confusa de perfumes caros, álcool e pele quente. Abriu os olhos devagar.
Três mulheres.
Uma deitada atravessada na cama, nua sob o lençol. Outra encolhida ao lado dele, respirando profundamente. A terceira, sentada na poltrona próxima à janela, ainda acordada, observando-o com um sorriso preguiçoso.
— Bom dia — ela disse, a voz rouca.
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