No quarto. Só ela. Só a mente dela. Só a força dela voltando a respirar.
Valentina entrou no quarto como quem chega de uma guerra silenciosa.
Fechou a porta devagar — clique.
Trancou — clack.
E o mundo finalmente ficou do lado de fora.
O quarto estava arrumado demais, silencioso demais, perfeito demais para alguém que tinha o coração remendado com fio elétrico. Mas, naquela noite… ela não queria cama, nem descanso, nem paz.
Ela queria controle.
Tirou o notebook da bolsa com a reverência de quem manuseia um pedaço importante de si mesma.
Colocou na mesa.
Abriu a tampa.
A tela ascendeu, banhando o rosto dela com aquela luz fria de “volte pra quem você é”.
E ela voltou.
A mente dela — aquela mente treinada, afiada, construída entre bibliotecas gigantes e debates cruéis — ligou como uma máquina esquecida, mas intacta.
O relatório abriu.
O cursor piscou.
E Valentina mergulhou.
---
Primeiro revisou os contratos.
Riscou cláusulas, reescreveu trechos, reorganizou pontos que qualquer aluno com