Estou sentada na pequena mesa da cozinha, olhando fixamente para uma caneca de chá esfriando em minhas mãos, quando ouço uma batida leve na porta. Meu coração dá um salto, mas logo reconheço o ritmo familiar. É Raul. Ele vem me ver pelo menos uma fez por semana.
— Entre — falo, tentando manter minha voz calma, apesar da onda de ansiedade crescendo dentro de mim. A porta range ao ser aberta, e Raul entra, trazendo consigo o ar gelado do lado de fora.
— Audreen — ele começa, tirando o sobretudo pe