O tédio era um veneno lento.
Elise não sabia dizer quanto tempo havia se passado desde que fora deixada sozinha em seus aposentos. Minutos? Horas? O tempo parecia se esticar, tortuoso e incerto.
Ela deveria se acostumar com isso?
Com o som de passos incessantes do lado de fora, confundindo-se com as batidas irregulares de seu coração? Com o confinamento que, embora luxuoso, começava a lhe dar a sensação de estar aprisionada?
Respirou fundo.
Deitada na cama, fitava o teto adornado com pinturas d