Liel
Eu não desvio o olhar. Não baixo a cabeça, não giro o rosto, não ofereço trégua. Apenas encaro o homem sentado no chão, cercado por garrafas vazias, com o peso de alguém que sabe muito bem que tipo de estrago o álcool faz… e que ainda assim está aqui para recolher os cacos.
O silêncio entre nós é tão denso que quase dá para mastigar. Em algum ponto, eu decido que já basta.
Me abaixo na frente dele, ignoro o cheiro forte de bebida, ignoro o olhar perdido, ignoro a parte de mim que quer sacu