Parte 115...
Rafael
Dirigi sem destino por vários minutos. O trânsito passou a ser apenas ruído. Semáforos, buzinas, pessoas atravessando. Era tudo automático. Meu corpo conduzia o carro, mas minha cabeça ainda estava naquele corredor, naquela porta fechada, naquela frase que não parava de repetir dentro de mim.
Quem matou Riccardo foi você.
Apertei o volante com força até os nós dos dedos ficarem brancos. Quando percebi onde estava, já via o mar. Estava no porto.
Caminhei até o final do cais.