A chuva continuou durante toda a madrugada.
Pesada.
Incessante.
Como se o céu estivesse tentando avisar alguma coisa.
Mas ninguém estava ouvindo.
Ou talvez...
Ninguém quisesse ouvir.
Verônica dormiu pouco.
E quando dormiu...
Sonhou.
Sonhou com corredores vazios.
Fotografias antigas.
Vozes que não conseguia entender.
E uma porta.
Uma única porta.
Sempre fechada.
Sempre distante.
Quando acordou, sentiu o coração acelerado.
Como se ainda estivesse naquele sonho.
Como se alguma coisa estivesse erra