Ele continuou, a voz baixa:
— E neste momento você está com raiva, ferida, confusa e querendo provar algo para nós dois. Isso não é o mesmo que querer.
A vergonha e a gratidão vieram juntas. Uma mistura insuportável.
— Não decida por mim — ela disse, mas a voz saiu fraca.
— Não estou decidindo. Estou esperando que você decida sem estar em chamas.
Aquilo a desarmou mais do que qualquer beijo teria feito.
Ela odiou.
Odiou tanto que a raiva voltou com força.
— Você não tem o direito de ser decente