Pedro Henrique
Eu não conseguia parar de andar de um lado para o outro naquele escritório improvisado que montei na minha própria casa.
O meu nariz quebrado latejava a cada batida do meu coração, um lembrete físico e doloroso do soco que o desgraçado do Ulisses Albuquerque tinha me dado. Mas a dor na minha cara não era nada comparada com o ódio que queimava no meu peito cada vez que eu olhava para a tela do meu notebook.
Eu estava obcecado. Passava as últimas vinte e quatro horas caçando qual