O vento continuava soprando pela estrada.
Mas ninguém o sentia.
Todos estavam olhando para a imagem projetada na tela.
Um desenho infantil.
Simples.
Inocente.
Uma árvore.
Uma casa.
Uma mulher.
Um menino.
E aquelas duas palavras.
FUNDAÇÃO AURORA
Helena sentiu as pernas enfraquecerem.
Porque conhecia aquele desenho.
Conhecia cada traço.
Cada cor.
Cada borrão de lápis.
Aquilo não era apenas parecido.
Era o desenho.
O original.
— Não.
A palavra saiu quase num sussurro.
— Isso não é possível.
Caio o