O papel amarelado tremia na minha mão.
Passei duas horas trancada no quarto, alinhando as folhas sobre o edredom, traçando linhas invisíveis entre a data do enterro da minha mãe e o registro de entrada de Cameron Cunningham em solo italiano.
A vontade de descer as escadas e jogar aqueles jornais na cara do patriarca queimava na minha garganta. Mas não. Se abrisse a boca agora, as portas se fechariam com o dobro de trancas. Vinte e um anos de silêncio não se desmontavam com chilique.
O primeiro