— Izabely, quer mesmo que eu te solte? — Os pelos do meu corpo ganham vida própria quando ouço sua voz, rouca e muito baixa, sussurrando em meu ouvido, sua respiração não é nada diferente da minha. Abro meus olhos e seu rosto está a centímetros do meu. Crio coragem de olhá-lo nos olhos e não tem nenhuma zombaria, ele me olha como se me desejasse também. Rio de mim mesma; que besteira eu estou pensando, o Ruy me olhando com desejo? Não, isso não é possível.
— O que foi, Iza