A chuva caía forte sobre a cidade.
Não era neve como na Europa.
Era chuva pesada.
Violenta.
Quase como se o céu estivesse tentando lavar algo impossível de limpar.
Adrian caminhava lentamente pelo estacionamento vazio de um prédio corporativo abandonado. O som dos próprios passos ecoava no concreto molhado, misturado ao trovão distante.
A noite estava perfeita para aquilo.
Sem testemunhas.
Sem interrupções.
Sem redenção.
— Ele já chegou — disse Daniel pelo comunicador.
Adrian não respondeu.
Já