Acordei aos poucos com a sensação de que tinha alguma coisa diferente no quarto.
Ainda estava sonolenta quando percebi a voz baixa do Victor perto da janela.
Abri os olhos devagar, vendo ele de costas parcialmente pra cama, já vestido, o celular no ouvido enquanto falava num tom controlado demais — aquele tom que ele usava quando estava tentando manter a calma.
— Não, eu quero isso resolvido hoje — ele dizia baixo. — Hoje, Ricardo.
Fiquei quieta por alguns segundos, observando.
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