O tempo não parou.
Mas pareceu.
Por fora, eu mantive a expressão neutra, o leve sorriso educado ainda sustentado no rosto… como se aquilo fosse só mais um momento comum, mais uma apresentação qualquer.
Por dentro…
meu corpo inteiro tinha travado.
— Prazer — eu disse, estendendo a mão.
A voz saiu estável.
Controlada.
Muito mais do que eu me sentia.
Daniel olhou pra minha mão por um segundo.
Depois pra mim.
— Prazer, Júlia — respondeu.
Como se nunca tivesse me visto antes.