Victor não mudou a postura depois do beijo.
Não ficou mais leve.
Não sorriu.
Nada disso.
Ele apenas permaneceu ali, como se aquilo fosse o esperado, como se não tivesse feito nada além do necessário. A mão dele deslizou da minha cintura para a minha, segurando com firmeza, sem entrelaçar os dedos de forma delicada — era um toque mais direto, mais seguro, como quem marca presença.
Como quem deixa claro.
Eu ainda estava me recompondo, mas ele já tinha voltado ao controle completo.
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