Acordei no dia seguinte com aquela sensação estranha de memória boa.
Daquelas que não vêm com peso, nem arrependimento, só um resto de calor confortável no peito.
Eu ainda conseguia lembrar da noite anterior com uma clareza irritante.
O jantar improvisado no meu apartamento.
O Victor sentado na minha cozinha como se sempre tivesse pertencido àquele espaço.
As risadas fáceis.
Os silêncios que não eram desconfortáveis.
E os beijos.
Leves no começo, depois mais demorados, mais próx