Stefanos
Ela é minha. E ninguém toca no que é meu.
A pergunta mal saiu dos lábios dela, e meu lobo rosnou alto dentro de mim, como se tivesse levado um golpe direto no coração.
Você vai me entregar?
Aquilo não foi uma dúvida.
Foi uma acusação.
Uma maldita faca cravada no peito... girando devagar.
Fechei os olhos por um segundo, puxando o ar como se isso fosse o bastante p
StefanosEla ainda estava ali, parada diante de mim com os olhos marejados, como se cada palavra dita tivesse deixado uma cicatriz nova… mas também, como se algo dentro dela tivesse finalmente despertado.E eu ia alimentar esse algo até queimar o mundo."Vem aqui," murmurei, a voz grave, já puxando-a pela cintura.Ela não resistiu.Sentei-a com firmeza na beirada da minha mesa, as coxas pressionando as bordas de madeira enquanto me posicionava entre elas, como um aviso silencioso: Daqui ninguém te tira.Peguei a pasta atrás dela e retirei o papel."Está aqui." Coloquei o papel diante dela. "Declara&
NuriaSaí da sala dele com as pernas trêmulas.Mas não era só isso.O ar parecia mais pesado, o corpo mais sensível, e cada passo... uma batalha.O cio ainda estava ativo. Latejando. Queimando sob a pele como brasas prestes a virar incêndio.Eu tentava respirar fundo, me controlar, me lembrar que eu era racional, dona de mim, mas minha loba... puta que pariu.A desgraçada queria dar meia-volta, empurrar aquela porta de novo e se atirar sobre ele."Vai, ele está esperando..." ela sussurrou,
NuriaAs palavras mal tinham saído da minha boca e Jenna já me puxava pelo braço, como se soubesse que um segundo a mais naquela casa seria o suficiente pra eu explodir.Meu corpo ainda vibrava. De raiva. De desejo. De confusão.O cheiro do Stefanos ainda grudado na minha pele.A provocação de Johan ainda queimando nos meus ouvidos.E minha loba… aquela cretina selvagem… ainda abananando o rabo, como se tudo isso fosse parte de um ritual de acasalamento maluco."Respira," Jenna disse, enquanto me guiava por um dos corredores laterais da mansão. "Você tá treme
StefanosEu estava concentrado, tentando não deixar o copo de whisky na minha frente atravessar a mesa com a força que segurava o cristal.Os papéis da rejeição de Nuria estavam espalhados diante de mim. O conselho respondeu mais rápido do que eu previa. Um dos conselheiros exigia vir até aqui... queria odepoimento direto da loba, porque suspeitava que a assinatura havia sido forjada.A porra da audácia.Um rosnado baixo escapou do meu peito.Forjada?Eles acham mesmo que alguém ousaria falsificar a vontade
StefanosEla ainda estava nos meus braços. O corpo encaixado no meu. O cheiro... inebriante. Quente. Familiar. E por um maldito segundo, tudo fora desta sala deixou de existir.Eu queria ficar. Queria esquecer o mundo e mergulhar só nela.Mas o lobo em mim gritava por sangue.Deslizei os dedos pelos cabelos dela, devagar, sentindo sua respiração se acalmar contra meu peito. Mesmo assim... ela ainda estava em alerta. Tentava disfarçar, mas eu sentia. E isso só alimentava ainda mais minha fúria."Ainda não acredito que ele teve a ousadia de mandar seus lobos pra cá..." ela murmurou, a voz abafada pela minha camisa."Ele percebeu o erro que cometeu," sussurrei, com a raiva ainda latejando sob a pele. "Vou descobrir tudo. Porque ele te quer, como eles entraram, o que estão tramando. E depois, vou informar ao Conselho que Solon está cruzando uma linha perigosa t
StefanosRylan entrou com a maleta pesada nas mãos. O som do metal tilintando preencheu a cela de concreto como um aviso antigo de que a dor estava prestes a chegar.Os dois rastreadores se encolheram ao vê-lo. O mais novo chegou a dar um passo atrás, os olhos arregalados como se tivesse acabado de acordar de um pesadelo, isso por que eu nem tinha começado."Podemos fazer um acordo!" o outro disparou. "Podemos contar tudo o que sabemos! Não precisa disso...""Vocês acham que eu preciso de informação?" interrompi, sem pressa, a voz baixa e letal. "Acham que vão sair disso vivos, só porque abriram a boca?"
NuriaEle entrou no quarto como um furacão silencioso.Os traços de sangue que não eram dele.E aquela expressão... fechada. Séria. Selvagem.Mas com um sorriso. Um sorriso lento, sombrio e faminto que me acertou direto entre as pernas.Minha loba surtou.O lobo dele exalava poder. Cheiro de sangue, domínio e vitória.E mesmo assim... mesmo assim ele ainda era meu.Ainda eraele."Conseguiu o
NuriaAcordei com o corpo inteiro dolorido.Mas era uma dor boa. Uma dor quente. Uma lembrança viva de tudo o que aconteceu na noite anterior.Stefanos não apenas me tomou, ele me reivindicou com a fome de quem esperou uma vida inteira por aquilo. Seus toques foram firmes, decididos, e ao mesmo tempo delicados, quase reverentes. Ele me adorou como se cada centímetro do meu corpo fosse sagrado, como se cada gemido meu fosse uma oferenda que ele ansiava receber. Me amou como se o mundo estivesse prestes a acabar e aquele fosse nosso único instante. Como se o tempo tivesse parado só pra nós.Nos braços dele, eu não fui uma sobrevivente. Fui uma loba. Fu