Alexandra
O ar estava pesado, saturado pelo cheiro de mofo e concreto úmido. O silêncio do andar abandonado só era cortado pelo som irregular da nossa respiração, rápida, desesperada, animalesca. O frio da parede contra minhas costas arranhava minha pele, mas nada era comparável ao fogo que ele espalhava dentro de mim.
Me peguei desesperada, como se fosse outra pessoa no comando do meu corpo. Minhas mãos, trêmulas, puxaram o cinto dele, desabotoaram sua calça com pressa insana. Como esse homem