CAP. 66 - — Irmãos de ferro para sempre.
POV/ DOMINIC FERRARO
O silêncio no carro era pior que o som das metralhadora no salão horas antes. Lorenzo dirigia com os nós dos dedos brancos no volante, a mandíbula tão travada que eu podia ouvir o ranger dos dentes dele. Eu estava no banco do carona, esperando ele dizer alguma coisa, me xingar, me mandar a merda, gritar ou qualquer coisa. Mas ele permaneceu calado.
— Você vai me pedir desculpas agora ou vai esperar chegarmos no aeroporto? — perguntei, minha voz saindo como um rosnado seco.