“Dante”
— Prima! Há quanto tempo! Dá cá um abraço!
O neurologista é mais baixo e mais largo do que eu. O botão do jaleco branco grita para não arrebentar de tão apertado sobre a barriga proeminente.
— Oi, Nelsinho! Que saudade!
Eles se abraçam e se beijam no rosto. Sophia se afasta do primo e aponta em minha direção.
— Este é o Dante, meu cliente e agora, seu paciente.
Aperto a mão do médico.
— Satisfação em conhecê-lo, doutor Nelson.
Ele retribui o aperto de mão e dá um tapa nas minhas costas.