“Dante”Vejo as horas na tela do computador. Oito em ponto. Estico as costas para trás e as estalo. Tenho que voltar para a academia, mas neste período de lançamento de software, de licitação e ainda mais agora, com uma ameaça velada, preciso mais do que nunca me dedicar ao trabalho e à minha empresa.Toc, Toc.― Entra!A porta se abre e a secretária, Sílvia, entra falando alto.― Dante, a advogada está aqui. Vai conversar com ela aqui mesmo, nesse covil?Olho para trás e resmungo indignado com a secretária.― Sílvia, desde quando o meu escritório é um covil?A mulher aponta para todo o ambiente.― Isso aqui é escuro e está repleto de computadores, mofo, copos de café, fios e telas. Um ambiente inóspito para uma mulher elegante como a doutora Sophia. Pelo amor de Deus, Dante. Vão para a sala de reuniões.Giro na cadeira e fico de frente para a Sílvia.― Não. Manda ela entrar.A secretária vira os olhos e bufa.― Pode entrar, doutora. Mas é melhor tomar um antialérgico quando sair daqu
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