O som constante do motor foi a primeira coisa que atravessou a escuridão.
Depois veio o movimento.
Suave e rítmico.
Como se alguém a embalasse para longe de um sonho que insistia em não terminar.
Clarisse franziu levemente a testa antes mesmo de abrir os olhos.
A cabeça pesava. Os pensamentos também.
Por alguns segundos permaneceu imóvel, ouvindo apenas o ronco baixo do veículo e o vento cortando a estrada do lado de fora.
Então abriu os olhos.
A iluminação do painel foi a primeira coisa que viu