— Miguel...
O peito de Clarisse afundou.
Os olhos azuis permaneceram fixos nela por um breve instante.
Mesmo distante, Clarisse sentia o peso daquele olhar sobre si.
Como um oceano durante o inverno. — imprevisível e silencioso.
Clarisse não soube explicar por quê, mas havia algo naquele olhar que parecia atravessar sua pele e alcançar lugares dentro dela que nem mesmo conhecia.
Ao redor, vozes começaram a surgir novamente
Baixas e contidas, quase reverentes.
As pessoas comentavam alguma coisa.