O inferno desabou sobre o trigésimo andar antes mesmo das oito da manhã de quinta-feira. O meu telefone celular não parava de vibrar sobre a mesa de jacarandá, exibindo chamadas perdidas de assessores de imprensa, diretores de relações públicas e até de dois tios que faziam parte do conselho. A nota cifrada que Dalila plantara na mídia havia viralizado. Embora nenhum nome estivesse explícito, o mercado não era estúpido. Cada linha sobre o "CEO cobiçado" e a "funcionária comum" apontava uma mira