Do alto do edifício envidraçado, a cidade de Nova York parecia um organismo pulsante, uma criatura viva que respirava sob as luzes frias dos arranha-céus e o véu escuro da noite. O relógio na parede da sala marcava 23h47 quando o telefone sobre a mesa de Beatrice, a gerente geral da VIP Room , vibrou com insistência.
Ela fechou o notebook com suavidade e ajeitou os óculos antes de atender.
— Diretoria.
Do outro lado da linha, a voz veio firme, envolta por um tom que misturava segurança e algo m