Capítulo 54- O Esconderijo
O apartamento estava mergulhado num silêncio opressivo. As persianas mantinham-se semi-fechadas, deixando entrar apenas linhas estreitas de luz que riscavam o chão de madeira escura. Henrique estava sentado no sofá, imóvel, com o telemóvel pousado na mesa à sua frente, como se aquele pequeno objeto tivesse o poder de decidir o seu destino.
Aquele lugar não existia para ninguém.
Não constava em nenhum dos seus registos pessoais, não aparecia associado ao seu nome, não