Box Trilogia (Des)encanto
Box Trilogia (Des)encanto
Por: Tânia Giovanelli
Prólogo

Todo o reino pensava que a rainha má tinha morrido, faziam dias que ela havia sumido. A verdade era que ela realmente morreu ao cair do penhasco enquanto perseguia sua linda enteada, a princesa Branca de Neve. No entanto, o que ninguém desconfiava era que a bruxa malvada tivesse deixado uma pequena e deliciosa surpresa para a princesa.

O reino estava em festa, afinal teria um lindo casamento do príncipe Florian com Branca de Neve.

Finalmente o dia tão esperado para o lindo casal tinha chegado. Branca, depois de todo o sofrimento que passou na mão da madrasta, agora estava tão animada se preparando para o momento mais importante da sua vida. Sentia-se realizada por esse grande acontecimento, sua alegria estava estampada em seu rosto.

 Ela se olhava admirada no espelho, olhando cada detalhe do seu vestido de noiva e, a cada minuto que passava, seu coração acelerava e sentia um frio na barriga. De repente, ouviu seu estômago roncar. Pensou em descer na cozinha para comer algo rápido, mas desistiu ao olhar para a penteadeira e ver uma deliciosa e bonita maçã ao lado de um copo com água. Não pensou duas vezes, pegou a maçã nas mãos e a mordeu com muita vontade. Logo após comer aquele pedaço, Branca sentiu-se mal, começou a suar muito, estava tonta e com uma forte dor de estômago. Caiu de joelhos no chão quando a dor chegou ao coração e, não aguentando, morreu ali, em seu quarto, alguns minutos antes de ir para igreja.

 Quando suas criadas a encontraram caída, saíram gritando e chorando desesperadas por todo castelo. Não acreditavam no que viram.

 A morte da princesa abalou todo o reino, o príncipe estava arrasado, encontrava-se angustiado, pálido e com um olhar desolador. Nada o consolava!

Príncipe Florian escolheu um caixão de vidro, para que ficasse exposta no mausoléu de sua família, sob o caixão pediu que colocassem várias flores do campo, de cores variadas, as preferidas de Branca.

Os dias foram se passando e o reino jamais voltou a ser o mesmo. A princesa tinha uma beleza, uma inocência e um coração tão bom que encantava a todos, sua alegria contagiante agora era apenas lembranças nos corações de seus súditos. O príncipe, com a dor e a tristeza em seu coração, foi perdendo o interesse pelo reino pouco a pouco, deixando seus afazeres de lado e se afogando na bebida.


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