Assim que saiu do restaurante, Cássio caminhou alguns metros pela mesma calçada até a cafeteria onde havia combinado de encontrar Bianca.
Não escolheu o lugar por acaso.
Ele queria que Maya não tivesse tempo de avisar a ela o que tinha acontecido.
Bianca já estava sentada, mexendo distraída no celular, quando ele entrou.
Ao vê-lo, abriu um sorriso automático, aquele que ela usava desde sempre, como se o tempo nunca tivesse passado.
— Oi — disse ela, levantando-se para cumprimentá-lo.
Cássio inclinou-se e deu um beijo breve no rosto dela. Educado. Frio. Sem memória.
— Vamos? — disse apenas.
Bianca estranhou o convite imediato, mas não questionou.
Pegou a bolsa e guardou o celular, depois levantou-se rápido demais, quase ansiosa.
O celular começou a vibrar dentro da bolsa, insistente, mas ela ignorou.
Naquele momento, a atenção de Cássio parecia mais importante do que qualquer chamada.
Entraram no carro.
Cássio dirigiu em silêncio, sem ligar o som, sem puxar conversa.
Bianca tentou com