Tâmara não aceitaria passivamente a reviravolta do tribunal. Cada detalhe do depoimento de Lucas corroía a autoridade que ela imaginava ter sobre Adrian e sobre o filho. Ela não podia simplesmente recuar. Precisava reagir — e rapidamente.
Na manhã seguinte, a mansão parecia carregada. Tâmara entrou na cozinha com passos calculados, a postura firme, o semblante impecável. Mas seus olhos traíam ansiedade contida. Adrian estava sentado à mesa, lendo relatórios de Lucas e das sessões com a psicóloga, a calma aparente contrastando com o peso da situação.
— Bom dia — disse Tâmara, a voz controlada. — Preciso revisar os próximos passos com você, Adrian.
— Claro — respondeu ele, sem levantar os olhos — desde que seja profissional e pelo bem de Lucas.
Ela franziu a testa. — Profissional? — repetiu, a ameaça velada surgindo na entonação. — Isso é pessoal. Eu tenho responsabilidades legais aqui.
— E eu tenho a responsabilidade emocional de meu filho — respondeu Adrian, firme. — Algo que você par