Tâmara não dormiu naquela noite. Cada hora que passava, cada silêncio da casa, parecia ecoar as consequências do depoimento de Lucas. Ela sempre acreditou que manipular uma criança era suficiente para manter o controle, mas agora havia provas, vozes e olhares que fugiam de seu alcance.
De manhã, entrou no escritório de Adrian sem avisar, como costumava fazer, mas encontrou a mesa organizada, documentos alinhados e Adrian concentrado. Ele ergueu os olhos lentamente.
— Bom dia — disse ela, tentando soar dominante. — Quero que explique o que significa toda essa documentação.
— Bom dia — respondeu Adrian, calmo. — Apenas preparando respostas caso o tribunal precise de esclarecimentos adicionais.
O sorriso dela vacilou. Adrian não estava nervoso. Não havia medo nos olhos dele, apenas paciência e planejamento. Era um jogo que ela achava estar vencendo há meses, e agora descobria que não controlava nada.
— Isso é… estratégico — disse ela, tentando manter o controle da conversa. — Não há nece