A mansão parecia mais silenciosa do que o habitual naquela tarde. Camila sentia cada passo ecoar no corredor, cada respiração carregada de tensão, como se antecipasse a chegada de Marina. A presença da governanta havia se tornado insuportável, pressionando-os constantemente, testando limites e minando a rotina que Adrian e Camila tanto tentavam proteger.
Adrian estava no escritório, de pé, olhando para a porta da frente, o rosto firme, os olhos cheios de determinação. Ele sabia que o confronto era inevitável. Marina não se contentaria apenas em pressioná-los de forma indireta; ela queria jogar cada detalhe da vida deles sob seu controle. E Adrian não estava mais disposto a tolerar isso.
— Hoje vai acabar — murmurou para si mesmo, a voz firme. — Chegou a hora de encarar de frente.
Camila estava na cozinha, preparando chá, mas sentiu o corpo tremer levemente ao perceber a tensão que crescia no ar. Adrian se aproximou, tocando sua mão de forma breve, mas firme.
— Vai dar certo — disse el