O dia começou com uma calma enganosa. A luz suave da manhã entrava pelas janelas da mansão, iluminando corredores silenciosos, mas Camila sentia que aquela tranquilidade era apenas superficial. Cada passo seu, cada som do ambiente parecia amplificado, como se a casa estivesse alerta, pronta para anunciar a próxima intervenção de Marina.
Adrian estava na biblioteca, revisando alguns papéis, mas a tensão no corpo dele era perceptível. Cada vez que Camila se aproximava ou cruzava o corredor, ele levantava os olhos, atento, como se antevisse qualquer movimento inesperado. A entrega da noite anterior continuava a fortalecer a conexão deles, mas a ameaça de Marina permanecia latente, um peso invisível que exigia atenção constante.
— Ela não vai descansar — murmurou Camila, mais para si mesma do que para Adrian, sentindo a ansiedade subir.
— E nós também não — respondeu ele, aproximando-se, encostando a mão na cintura dela de forma protetora. — Precisamos manter controle, mesmo que ela tente