Capítulo 12 — Onde a cidade grande abre um portão que eu nunca imaginei atravessar
Quatro dias. Quatro dias andando feito barata tonta de um lado pro outro e nada de arrumar um trabalho. Já tava ficando preocupada de verdade, porque o dinheiro que a tia Maricotinha me deu, apertado e escondido dentro do sutiã, já tava no fim da linha. Cada moedinha que eu tirava da bolsa parecia me olhar feio, como quem diz: “tô indo embora.”
Sentei na cama dura da hospedaria e fiquei encarando o chão, tentando fazer conta. O pouco que restava mal dava pra pagar mais dois dias de quarto e uma