Júlia Davenport
Não é como nos filmes. Não. E eu estou assustada. Tudo parece estranhamente calmo. Ninguém veio colocar algemas nas minhas mãos. Não, apenas eu, e o advogado sentados na recepção, esperando que alguém preste atenção o bastante.
Não me importo. Isso me dá tempo para pensar. E não faz diferença se estou aqui fora ou lá dentro, porque meu tempo já começou a girar no maldito relógio da parede.
Sete anos.
Dois mil quinhentos e cinquenta e cinco dias, mas quem estava contando?
— Jul