ARTHUR CASTELLANI
Sentei no chão da sala, a cabeça entre as mãos. O caos fora de mim parecia menor do que o que habitava dentro. Nenhuma notícia de Maitê. Nenhuma explicação para o que tinha acontecido com Estela. Nenhuma clareza.
Só perguntas.
Só culpa.
Só silêncio.
Foi quando o interfone tocou.
— Doutor Arthur? Chegou um envelope aqui pra você. Foi deixado por um motoboy, sem identificação.
— Manda subir. Agora.
Minutos depois, um envelope pardo repousava sobre minha mesa. Não havia remetente