Mundo de ficçãoIniciar sessãoLeonor apoiou o telefone com uma tranquilidade inquietante, como alguém que já conhecia todas as cartas da partida, prevendo os lances e desdobramentos. Sua voz, baixa e controlada, soava como uma lira tocada melancolicamente, sem permitir a menor margem para réplica. — Escute com atenção, Brenda — disse, fria, as palavras saindo de seus lábios com precisão cirúrgica. — Você vai permanecer calada. Guarde esse segredo pelo resto da sua vida. A tensão na conversa pairou no ar, e houve uma pausa deliberada, quase como se cada segundo acumulasse o peso da gravidade da situação.
— Você sabe muito bem por que não pode abrir a boca. A dívida que você tem comigo — o dinheiro que eu adiantei para o tratamento da sua mãe — permanece inalterada, e não se esqueça da sua importância. Se alguém descobrir o que aconteceu naquela noite, você será obrigada a me devolver cada centavo. A ameaça era clara, como a lâmina de uma espada de Dâmocles, vertiginosa, pairando sobre a cabeça de B






