Ele vai pagar.
Eu ainda sentia o cheiro do medo dela impregnado em minhas roupas. O tremor de sua voz ao chamar meu nome ecoava na minha mente como um grito de guerra.
A caixa. O rato morto.
Aquilo não era um simples recado. Era uma retaliação direta. Um aviso podre vindo de um homem que não aceitou sua derrota.
Antony estava sentado no sofá do quarto, ajeitando os punhos da camisa, mas seu olhar era frio como gelo quando soltou:
— Isso foi coisa do pai dela.
Eu já sabia. Não havia outra explicação. Desde que